domingo, 28 de novembro de 2010

Vanda Machado

Registro do encontro de Pati Pacheco e Vanda Machado (Vanda Machado é doutoranda em Educação e especialista em História e Cultura Africana pela Universidade Federal da Bahia. Autora de livros e artigos publicados em coletâneas e revistas especializadas)

Vanda e Pati

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CIÊNCIAS, CULTURA E ARTE



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

III F.I.C.C.A "Com Ciência e Criatividade Tudo se Transforma"

Está chegando a 3º edição da Feira Interdisciplinar de Ciência, Cultura e Arte do Colégio Estadual Carlos Souto, com tema "Meio Ambiente". A F.I.C.C.A é um projeto dinâmico e que possibilita a oxigenação dos conhecimentos das ciências da cultura e da arte. Este ano estou trabalhando com 3 turmas 1º B, 1º C e o 2º C juntamente com minhas colegas Lourdes Pinto e Mariedes, nosso sub tema é "Educação Ambiental: Um Jogo de Atitude! Temos que pensar no agora e fazer já algo pelo nosso planeta, temos como lema a esta frase de Gabriel O Pensador:

“Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente


A gente muda o mundo na mudança da mente


E quando a mente muda a gente anda pra frente


Na mudança de atitude não há mal que não se mude


Na mudança do presente a gente molda o futuro”



Estamos aprendendo muito sobre reaproveitamento de materiais, bio construção , reciclagem de papel, brinquedos de sucata, e jogos educativos que nos despertam para uma consciência revelada em nossas atitudes.


Muitos temas estão sendo abordados por todas as séries, teremos visitas guiadas, salas temáticas, experimentos, apresentações e muito mais.

A feira acontecerá dias 25 e 26 de novembro no Colégio Estadual Carlos Souto em Rio de Contas.

Todo mundo já sabe o quanto eu sou uma pro coruja, aí vão algumas fotos do nosso processo de ATITUDE:

Querida Glenda... remodelando jornal

Aldo e Bruninha... reciclando papel

Mário Junior, preparando a construção com garrafas PET



Bio Construção sob a orientação de David, fazendo o superadobe


Eles se envolveram muito, foi massa!

corujando

superadobe

Para arrecadar fundos fizemos uma quermesse, tradição aqui de Rio de Contas.

Organização da quermesse com o 2º C

Breve coloco mais novidades!
 
Abraços meu povo!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Centro Educacional Giramundo

Amigos de amigos... Minha querida amiga Graça Sales me apresentou ao GIRAMUNDO, peço licença pra mostrar pra vocês uma das atividades realizadas pór esta escola que fica em Trancoso aqui na Bahia. Amei esse clipe

 Vídeo Clipe da música Ora Bolas produzido pelos alunos da terceira série de 2009



domingo, 7 de novembro de 2010

A menina e o pássaro encantado – Ruben Alves


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.

Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.

Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…

— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…

E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.

Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.

— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.

E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.

Mas chegava a hora da tristeza.

— Tenho de ir — dizia.

— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…

— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.

Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”

Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.

Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…

— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…

A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.

Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…

Até que não aguentou mais.

Abriu a porta da gaiola.

— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…

— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…

E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.

— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…

E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.

— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…

Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!

Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…

E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”

E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
 
Um dedo de prosa com o mestre Ruben Alves, com o põr do Sol de testemunha, no projeto TAL em Salvador.
Foto by Flávia Pacheco



Para o adulto que for ler esta história para uma criança:

Esta é uma história sobre a separação: quando duas pessoas que se amam têm de dizer adeus…

Depois do adeus, fica aquele vazio imenso: a saudade.

Tudo se enche com a presença de uma ausência.

Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas…

Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam. Para que sejam deles, para sempre… Para que não haja mais partidas…

Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.

Esta história, eu não a inventei.

Fiquei triste, vendo a tristeza de uma criança que chorava uma despedida… E a história simplesmente apareceu dentro de mim, quase pronta.

Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir. Mas não é isso.

É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.

Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções. Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.

Claro que são para crianças.

Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão…



As mais belas histórias de Rubem Alves

Lisboa, Edições Asa, 2003

sábado, 6 de novembro de 2010

Plánetário SESC Conquista

O Serviço Social do Comércio (Sesc), traz para Vitória da Conquista a Mostra Planetário, que tem por objetivo levar à clientela uma visão renovada da Ciência, de forma acessível e dinâmica, fornecendo ao indivíduo instrumentos para a compreensão de sua realidade e do mundo em que vive. Por meio de projeto visual que simula o céu do Hemisfério Sul no teto de uma cúpula inflável, o visitante aprenderá a observar as constelações, as estrelas e os planetas, contagem e marcação do tempo a partir das estrelas; identificação das fases da lua; mudanças que acarretam as diferentes fases da lua; observação e identificação dos planetas e principais concepções científicas sobre a origem do universo. A Mostra contempla, também, exposição sobre a vida de 5 grandes astrônomos, exibição de vídeos científicos, oficinas, observatório Solar Indígena e equipamento Sistema Sol-Terra-Lua. Acesso livre com abertura no dia 28 de outubro até o dia 6 de novembro na sede do Sesc de Vitória da Conquista. Maiores informações e reservas podem ser tratadas pelo telefone: (77) 3426-3131 falar com o Setor Social. Entrada franca.

fonte: blog do Andersos

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Mais TAL...

Alunos da rede estadual apresentam textos selecionados em concurso

 Projeto Tempos de Artes Literária



Foto: Jorge Cordeiro/Agecom



Alunos da rede estadual apresentam textos selecionados em concursoTrinta e seis alunos da rede de ensino estadual da Bahia, selecionados em concursos regionais, apresentaram, nesta quinta-feira (28), no Museu de Arte Moderna (MAM), na Avenida Contorno, poesias, cordéis e outros textos literários de sua autoria no encerramento do concurso Tempos de Arte Literária (Tal).



Para chamar atenção do público, os poetas usaram muita criatividade. O estudante Marcos Vinicius de Souza, 17 anos, morador do município de João Sá, se vestiu de cangaceiro para homenagear um ídolo, o forrozeiro Luiz Gonzaga. Ele é autor da poesia ‘A Saga de Luiz Gonzaga’.



“O projeto me estimulou a escrever, coisa que nunca pensei. Na verdade, minha disciplina favorita é Matemática, mas vi no projeto uma chance de homenagear Luiz Gonzaga. Acho que o Tal é muito importante para a nossa aprendizagem, e ajuda os estudantes a ler mais”, afirmou Marcos.



Outro estudante que enxergou na iniciativa uma chance de revelar o seu talento foi Hugo Trindade, 16 anos, de Rio de Contas. “Eu sempre gostei de escrever, mas o projeto me fez ter vontade de mostrar os meus textos para o público. Acho que este programa já deveria ter surgido há muito tempo, porque abre espaço para nós”.



De acordo com a coordenadora de Projetos Interssetoriais, Nide Nobre, o Tal foi concebido para envolver os estudantes da 5ª série do ensino fundamental à 3ª série do ensino médio e equivalentes (Educação de Jovens e Adultos, Ensino Normal e Tecnológico). Segundo ela, este ano, mais de um milhão de estudantes, de 398 municípios baianos concorreram.



A solenidade de encerramento do projeto contou com a presença do escritor Rubem Alves, que realizou palestra para os alunos e professores da rede pública. “Se as escolas conseguirem fazer brotar nos adolescentes o prazer da leitura, terão realizado a sua missão”. Em 2009, o Tal foi desenvolvido em 362 municípios do estado da Bahia, com 718 escolas participando efetivamente do projeto, produzindo obras de arte literárias estudantis e realizando os Saraus Escolares e o Sarau Estadual.



Da ASCOM/SEC-BA

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Notícias do TAL


Estamos aqui em Salvador desde o dia 25, Hugo e Hortência já participaram de várias oficinas de teatro, interpretação e voz com a pro Adriana Amorim e estudos dos textos literários, que pro sinal são muito bons, tiveram também a assessoria de um figurinista pra compor a estética da apresentação, muito massa!! Sem falar no convívio com a galera, são mais de 30 jovens hopedados no hotel Vilamar em Amaralina, onde aconteceram as oficinas. Acabamos de ensaiar e tenho certeza que a apresentação vai ser linda eles vão arrasar!!! Ontem fomos para uma roda literária no Pelourinho, amaram! Para mim é sofrido ficar essa semana longe da família, dos meus filhotes e do maridão, mas é muito gratificante ver um trabalho tão bonito ser realizado e mais importante ainda é perceber o crescimento dos meus aluninhos.




O Sarau TAL ou o tal do Sarau terá a presença do escritor e professor da Unicamp, Rubem Alves e vai marcar o encerramento do projeto Tempos de Arte Literária (TAL), nesta quinta-feira (28), a partir das 16 horas, no Museu de Arte Moderna, na Av. Contorno no Solar do Unhão






Torçam por nós!

domingo, 24 de outubro de 2010

Poesia "A MARIONETE" concorre ao TAL estadual!

A poesia "A MARIONETE" do meu aluno HUGO TRINDADE, do 2º ano B do COLÉGIO ESTADUAL CARLOS SOUTO  em RIO DE CONTAS, foi selecionado para concorrer ao prêmio de melhor texto literário, entre todas as escolas da Bahia, no TAL - Tempos de Arte Literária estadual, um projeto da Secretaria de Educação do Estado da Bahia. O evento acontecerá dia 28 de outubro em Salvador.

Viajamos dia 27, eu, Hugo e Hortência Brito, minha aluna que junto com o autor interpretará a poesia. os ensaios estão muito bons, todos de dedos cruzados, que Deus abençõe para que tudo corra bem! Todos estamos muito felizes com o reconhecimento do trabalho desenvolvido durante a realização do projeto em nossa escola, nas oficinas de leitura e na aulas de literatura, sem falar do orgulho do talento desse aluno!

Conheçam o texto




“A Marionete”

(Hugo Trindade)

Nem mesmo o tempo me corrompe,
A agonia de ter um corpo que não sucumbe.
Não sentir dor ou calor,
Somente o frio é meu cobertor.

Posso me montar, me desfazer,
A maldição de nunca morrer.
Posso viver sem emoção,
Pois não fizeram meu coração.

Ser controlado ou manipulado,
Na verdade eu nada faço:
Reagir, pensar, decidir;
Nada disso cabe a mim.

Posso ser necessário ou não,
Toda peça tem sua função.
Mas se não encontra nenhum valor,
É porque nada de mim sobrou.

Eles procuram motivos e averdade,
Dizem que isso é arealidade.
Sonham coisas sem razão,
E chamam isso de ilusão.

Eles querem um sentido para viver,
E eu, que nem alma posso ter!
Eles querem se realizar
E eu, que nunca irei sangrar!

Sempre olhei o tempo passar,
E nada nesse mundo ele quis esperar.
O fim sempre me acompanhou,
E a ninguém ele perdoou.

Fiz do palco uma nação,
E da arte, minha reencarnação.
E nesse mundo maldito,
Sou uma marionete em um teatro infinito.


beijokasss, 


Flavinha.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Dia das Crianças 2010

"Dever de Sonhar

Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis."

Fernando Pessoa
 

A Biblioteca Municipal de Rio de Contas promoveu um evento em comemoração ao DIA DAS CRIANÇAS e entre outras atraçãoes foi apresentado, gratuitamente, o espetáculo A LAVADEIRA E O MENINO, da OFICINA DE SONHOS E BONECOS  também em parceria com o Colégio Estadual Carlos Souto. Este espetáculo foi montado no ano de 2009 para esta mesma data e foi apresentada no SESC Conquista, e para várias escolas públicas aqui de Rio de Contas em caráter filantrópico me parceria com a BIBLOS - Amigos da Boblioteca de Rio de Contas e também em escolas particulares de Livramento.
Este ano contei com a ajuda de duas alunas do Colégio Carlos Souto, Issis patrícia e Priscila Lopes, que foram fundamentais para a realização desta apresentação, obrigada queridas!


Issis e eu: As Lavadeiras
Piu recitando uma poesia para as crianças
E ainda recebemos um presentão ver as Griõs Sissi da risada e Tela cantando músicas da cultura tradicional para crianças

A Griôs Sissi da risada e Tela

 Balaio 
Eu queria se balaio, balaio eu queria ser
Pra ficar dependurado, na cintura de “ocê”

Balaio meu bem, balaio sinhá
Balaio do coração
Moça que não tem balaio, sinhá
Bota a costura no chão

Eu mandei fazer balaio, pra guardar meu algodão
Balaio saiu pequeno, não quero balaio não

Balaio meu bem, balaio sinhá
Balaio do coração
Moça que não tem balaio, sinhá
Bota a costura no chão


Grande abraços queridos amigos
Flávia Pacheco

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Direitos Humanos e Diversidades

Com o intuito de capacitar os professores da rede pública estadual para atuar no combate ao preconceito e à intolerância no contexto escolar, o Instituto Anísio Teixeira - IAT promove o Curso Direitos Humanos e Diversidades. A capacitação será modular e tratará de questões relativas à orientação sexual, direitos humanos, gênero, diversidade cultural e étnica.


Estou participando como cursista, está sendo muito bom principalmente para encontrar pessoas.Algumas fotos da vivência que realizei com meus colegas e as professores Telma e Nívia, abraços queridas!










X Fórum de Leitura do Educandário Juvêncio Terra

 (do “Guardador de Rebanhos” – Alberto Caeiro)
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboletaE a flor é apenas flor.





De 18 a 21 de setembro aconteceu no Educandário Juvêncio Terra, em Vitória da Conquista, o X Fórum de Leitura. O evento envolveu alunos, professores, pais e comunidade em geral. Várias atividades foram realizadas, como oficinas, apresentações culturais e teatrais, dentre outras. O objetivo da iniciativa é despertar e estabelecer relações dos estudantes com a leitura. O evento, que chega a sua décima edição, é uma dos principais projetos realizados pela instituição e procura promover, também, momentos de integração. (adaptado do blog Resenha Geral)




Meu grupo maravilhoso! obrigada queridos!

E para mim foi uma alegria receber o convite para realizar a oficina de contação de histórias, com alunos do ensino fundamental II. Desenvolvi com os adolescente e as mães que estavam lá uma vivência de tradição oral, e foi mágico ver as mães ensinando para os filhos as brincadeiras dos tempos de criança, três três passará, dois passarinhos, boca de forno e outras mais e de falar da importância de minha vó Almerinda nessa roda. Contei o Mito do Diamante e pedi que me dissessem, em um desenho ou com uma palavra, se já haviam encontrado seu diamante e qual era, a resposta foi a mais linda possível, foi unânime  "MINHA FAMÍLIA É O MEU DIAMANTE". Arde no coração de Deus o desejo de restauração, cura e preservação das famílias na terra, é a base de tudo, é de onde vem os valores e quem somos, e foi essa a frase que marcou para mim esse encontro dita por Ana Clara, uma das crianças que estavam lá comigo:

"O MEU DIAMANTE É A MINHA VIDA, O AMOR QUE RECEBO E A MINHA FAMÍLIA!" 

E isso diz tudo, fala e resume o que vivemos naquele dia!

Organizamos uma apresentação para a socialização das várias oficinas que estavam acontecendo , de mnúsica de teatro, de artes plásticas , etc. e a apresentação foi a essencia do que vivemos ali, muito lindo!

eu e Sônia Leite

importante também foi encontrar pessoas que marcaram minha vida, nasci em Conquista, lá está a minha história e as minha referências e encontrei Sônia Leite, que apesar de não conhecer pessoalmente admiro tanto o seu trabalho no teatro, Lena, que foi minha professora no magistério, Aidil, Eleuza, Silvana colega dos tempos de Conquista Criança, Ver a genialidade de Onildo Barbosa e seu cordel, a aula dada pela profa Big falando, com brilhantismo, sobre a história da arte e conhecer pessoalmente Karina Melky que acreditou em meu trabalho, foi tanto carinho e respeito pela arte que só poderia ser o sucesso que foi. PARABÉNS A TODA EQUIPE


MUITO OBRIGADA!

Flávia Pacheco















segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sá Linda (1911-2010)

Minha contadora de histórias , vozinha querida, nome de alma, Almerinda, que em meio a 'Prados e Nogueiras" de verde e frutas, flores e histórias, aquela que me mostrou , desde muito pequena, o valor das coisas simples e belas. Que o tempo tranasforme essa dor em uma saudade gostosa e que o Consolador venha sobre nós para nos confortar! Te amamos Sá Linda!
Minha Vozinha Almerinda e "minha espiga de milho" Bernardo

Eu sempre voi cantar pra ela...

"Na minha chegada
o povo ri
e pra eu sair
tem alguém que chora
ó minha senhora
não chore não,
me dê a mãe
que eu já vou embora..."

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

2º lugar no TAL - Tempos de Arte Literária


Recebi , na semana passada, um presente dos meus alunos Hugo Trindade (2º ano B) e Hortência Brito (1º ano B) do COLÉGIO ESTADUAL CARLOS SOUTO, aqui de RIO DE CONTAS. eles foram um dos vencedores no TAL - Tempos de Arte literária, seletiva regional em Brumado. Esse dia 27 de agosto de 2010 ficará marcado em minha vida por ver meus queridos brilharem com uma poesia tão profunda e mágica, digo presente por que como professora de literatura e teatro dessas figuras adoráveis acompanhei todo o processo de criação e de ensaios e toda a expectativa desses artista precoces, e "corujei" muito desde o início, e fiquei mais nervosa do que eles antes da apresentação, belíssima, diga-se de passagem, para mim sem defeitos, vibrei com cada movimento e cada palavra, cada olhar e cada respirar... Ele, Hugo, estava um charme só, e ela , Hortência , uma perfeita boneca. Ganharam em 2º lugar, mas para mim como se fosse o 1º!!!
Os prêmios: uma medalha lindonaaaaaa, uma coleção de clássicos da literatura brasileira, que ele já está lendo, e o troféu que eles, carinhosamente, me deram, ameiiiii!!!


E aí está ... 


“A Marionete”

(Hugo Trindade)

Nem mesmo o tempo me corrompe.
A agonia de ter um corpo que não sucumbe,
Não sentir dor ou calor
Somente o frio é meu cobertor.

Posso me montar, me desfazer
A maldição de nunca morrer,.
Posso viver sem emoção
Pois não fizeram meu coração.

Ser controlado ou manipulado
Na verdade eu nada faço:
Reagir, pensar, decidir;
Nada disso cabe a mim.

Posso ser necessário ou não
Toda peça tem sua função,
Mas se não encontra nenhum valor
É porque nada de mim sobrou.

Eles procuram motivos e a verdade,
Dizem que isso é a realidade;
Sonham coisas sem razão
E chamam isso de ilusão.

Eles querem um sentido para viver
E eu que nem alma posso ter;
Eles querem se realizar
E eu que nunca irei sangrar.

Sempre olhei o tempo passar
E nada nesse mundo ele quis esperar.
O fim sempre me acompanhou
E ninguém ele perdoou.

Fiz do palco uma nação
E da arte, minha reencarnação
E nesse mundo maldito
Sou uma marionete em um teatro infinito.


Hugo Trindade é aluno do segundo ano vespertino do Colégio Estadual Carlos Souto de Rio de Contas e desde muito pequeno teve que superar suas próprias barreiras, através da dedicação aos estudos, criatividade e maturidade. Seus textos falam, ao mesmo tempo, de um mundo adolescente, mas com um tom sóbrio, misterioso e solene. Inspirado nos heróis japoneses criou a poesia “A Marionete”, vencedora do II TAL do seu colégio. Hugo também participa do grupo de teatro da escola e criou uma peça intitulada “O Vale do Fim” que encenou com seus colegas e foi muito elogiado por sua profundidade. É um aluno dedicado, questionador tem uma personalidade forte, mas ao mesmo tempo cativa com sua sensibilidade e atenção.


Abraços poéticos a todos 
Flávia Pacheco (pro orgulhosa)