Começou nesta terça-feira, 6 de julho, o II Fórum Baiano de Educação Quilombola, no município de Seabra. No evento, estarão presentes mais de 300 professores, lideranças quilombolas e secretários municipais de educação, a fim de expor questões, experiências e expectativas e lançar propostas de políticas educacionais. A cerimônia de abertura acontece às 18h30 desta terça, na casa de eventos D&O.
O Fórum é realizado pela Secretaria de Educação (Sec) do Estado da Bahia, pioneira no Brasil na promoção de discussões sobre a realidade educacional das comunidades quilombolas. Na pauta, estão propostas de políticas educacionais visando à alfabetização, à educação de jovens e adultos, à educação básica e profissional, ao ensino superior e à educação no campo.
O encontro dos grupos acontece na quarta-feira, 7, no Centro Educacional de Seabra. A programação segue até a sexta-feira, 9, e inclui também conferências, plenárias, comunicação de trabalhos de pesquisa e apresentações culturais, além da exposição de propostas originadas nos grupos de trabalho.
Segundo a coordenadora de Educação para as Relações Étnico-Raciais da Sec, Nádia Cardoso, a iniciativa é uma oportunidade de consolidar as diretrizes para a construção de uma política pública que garanta aos povos remanescentes de quilombos o direito de terem suas origens reconhecidas também nas salas de aula.
Demorei a me manifestar sobre o que aconteceu com essa gigante rocha genialmente pintada pelo artista Zofir Brasil a Nega do Zofir, esse mito que inspirou a criação da personagem griô que vivo em meu trabalho como griô aprendiz. Demorei por que precisava "digerir" o que aconteceu, a cena que vi na tarde do dia 8 de junho ao olhar o lugar onde ela sempre esteve: imponente, altiva e ao mesmo tempo serena, pacientemente a contemplar a Serra das Almas, lugar agora vazio... meu sentimento era de velório, de ainda não acreditar no que estava vendo. A imagem da nega do Zofir parecia surreal, mas para mim surreal é não vê-la mais lá... Não sabia o que pensar, chorei, lembrei de muitos momentos em que a “Nega” esteve presente em minha vida e como me interesso por ela, enfim, depois de sofrer muito precisei abstrair o que estava sentindo, como defesa mesmo, recebi mensagens de otimismo de várias pessoas de que seria um bom momento para essa reconstrução da identidade da Nega na comunidade. Tentei escrever uma notícia sobre a queda da Nega do Zofir, mas não consegui continuar sendo imparcial, segue o que escrevi:
Rio de Contas, cidade tombada pelo patrimônio histórico cultural, situada a 600 km de Salvador na Chapada Diamantina, acordou nesta última terça feira (08/06) com uma lacuna na Serra das Almas: a imensa pedra “Nega do Zofir” esculpida pela natureza e pintada pelo artista local Zofir Brasil hà quase 50 anos despencou no penhasco da citada Serra. Ainda não se sabe exatamente como, mas tudo indica que se trata de um ato criminoso, pois no local foram encontrados alguns indícios de que, com uma arvore, fez-se uma alavanca para deslocar a rocha de cerca de XX quilos. Muito mais que um ponto turístico ou um artefato de arte, a “Nega do Zofir” é um ícone identitário da população da cidade, que está perplexa com o acontecido, e se sente brutalmente violentada. Ainda não se sabe em quais condições se encontra a gigante cabeça que abriu uma estrada em meio a vegetação por onde rolou. A brigada de Rio de Contas foi acionada bem como a polícia civil para investigar quem poderia ter cometido tal ato.
Na verdade a população temia que um dia isso pudesse acontecer, “Obras fantásticas estão a mercê da destruição. Dentre as peças, três estão localizadas na rodovia Desembargador Antônio Carlos Souto (estrada que liga as cidades de Rio de Contas a Livramento). Uma delas, trata-se de uma pedra com um formato de um rosto de mulher com características negras, batizada de "Escrava da Natureza" pelo artista e hoje carinhosamente chamada de "Nega do Zofir" pela população local. A Nega do Zofir é reproduzida por artistas locais e comercializada como símbolo da cidade para os visitantes.” (Paulo Roberto (zelador do Museu Zofir Brasil)
Enfim, prefiro acraditar que chegou o momento dela, e que foi algo natural e não criminoso, precisamos pensar agora pra frete, como reparar essa perda? O que fazer para preencher esse espaço que ficou? Uma réplica? O fato é que nunca será a mesma!!! Mas nos ensina que "TUDO PASSA"
Notícia Postada em 08/06/2010 as 08:52 hs
por: Secom - PMVC
O sucesso do projeto Roda de Alfabetização, que propõe uma intervenção psicopedagógica junto a alunos com déficit de aprendizagem em leitura e escrita, é visível nas escolas da Rede Municipal de Vitória da Conquista em que já foi implantado. E, de maneira especial, no Grupo Escolar Pedro Francisco de Moraes, localizado no bairro Jurema.
No segundo semestre de 2009, quando o projeto foi implantado no município, foram formadas na escola duas turmas da Roda de Alfabetização. Este ano, por conta do aumento na demanda, houve a necessidade de se abrir mais uma. As três turmas, que ficam a cargo de duas professoras, já totalizam 108 alunos. Ao todo, a escola atende a 352 meninos e meninas, incluindo Educação Infantil, Ciclos 1 e 2 e Educação para Jovens e Adultos (EJA).
“Os pais ficam numa grande satisfação”, explica a vice-diretora Cássia Regina. “É uma prova de que eles acham esse trabalho importante”, acrescenta Edna dos Santos, diretora da escola. Nas turmas, há alunos que não conseguiam aprender a ler e, por isso, chegavam a ser ridicularizados pelos colegas. Com as aulas da Roda, eles normalmente aprendem rápido, e assim recuperam a autoestima.
Como faz questão de enfatizar a professora Alcina Lúcia Simões de Almeida, coordenadora do Roda de Alfabetização, a intenção do projeto não é proporcionar um mero reforço, e sim uma verdadeira intervenção psicopedagógica. “A diferença entre a intervenção e o reforço é que, na intervenção, você começa de onde o aluno parou”, explica Alcina Lúcia. “No reforço, você apenas repete tudo aquilo que o aluno não conseguiu fazer”, compara.
“ENCANTAR” – “Na Roda, trabalhamos com famílias silábicas. Assim, a criança desenvolve mais, porque não fica presa ao alfabeto”, diz a professora Sílvia Paula, responsável por duas turmas da Roda de Alfabetização na escola Pedro Francisco de Moraes. Como registra Sílvia, as aulas na Roda transcorrem sem a utilização de recursos tradicionais. Os alunos sentam-se de maneira descontraída, ouvem histórias, brincam, divertem-se. “As crianças aprendem mais rápido e é muito mais prazeroso”, resume Sílvia.
A professora Aline Dias Brito, que se responsabiliza pela outra turma da Roda na escola, acredita que o diferencial do projeto é o fato de que ele “encanta”. “Se a gente consegue encantar os nossos alunos com atividades lúdicas e práticas e nos encantamos também com as crianças carentes, que precisam realmente da leitura, então o projeto se desenvolve muito bem”, sintetiza Aline.
Ela lembra, de modo especial, a experiência que está tendo com Camila Nascimento, aluna com síndrome de Down. Camila, de 22 anos, está na Pedro Francisco de Moraes há cinco e ainda não havia conseguido se alfabetizar. Após ter sido incluída nas aulas da Roda de Alfabetização, a aluna já começou a ler algumas palavras.
CARTEIRINHA – Outra prova do sucesso do projeto foi o aumento dos empréstimos de livros na biblioteca da escola. Na medida em que os alunos da Roda foram conseguindo aprender a ler, seu interesse pelos livros foi sendo despertado. É o caso do pequeno Marcelo, de nove anos, aluno do 2º ano do Ciclo 2. Da mesma forma que seus colegas, ele agora tem uma carteirinha emitida pela escola, que lhe permite ter acesso ao empréstimo de livros. Segundo sua professora, Marcelo já é um dos mais assíduos leitores da biblioteca.
Cássia Regina a Vice-diretora é minha irmã!!! PARABÉNS MANA!!!
Sou suspeitíssima para falar sobre Tânia Gusmão, essa mulher extraordinária, como pessoa, como profissional e como pesquisadora. E fiquei mais apaixonada ainda depois que comecei a ler este trabalho que apresento aqui "Em Cartaz: Razão e Emoção na Sala de Aula". Me encantou a forma com que fala de nós, que vivemos a educação, nos lembrando que somos seres repletos de sentimentos e emoções, que não podemos pensar a educação separada da vida, isso é pensar no ser humano na sua totalidade, isso é educação integral. Só uma pessoa com a sensibilidade e humanidade de Tânia para abordar esse tema de forma tão natural e intensa. Querida, ainda estou lendo, mas já encantada com esse trabalho belíssimo que fez! Parabéns!
Foi, minha amiga querida, autora desse livro, que me mostrou que a matemática não é um “bicho de sete cabeças” e nos encontramos no VII Congresso de Educação de Vitória da Conquista, onde a Nega do Zofir se apresentou e falei sobre a Pedagogia Griô, uma honra para mim não só falar dessa pedagogia que também vê o ser humano por inteiro, mas também realizar uma vivência de tradição oral com professores de comunidades quilombolas de Conquista. Conversando com Lucinéa Gomes, uma das coordenadoras da SMEC de Conquista, descobri que existem lá 25 escolas quilombolas fiquei muito feliz e o contato com alguns desses educadores foi importante para a minha tragetória, espero ter outros encontros com esse professores.
Contei a história de minha tataravó, Dona Bitú, representada nessa boneca feita por minha avó Almerinda.
Com certeza você não vai mais respirar sem esse livro!!!
Ai, ai, ai, ai, meu destino é meu cantar / Vou fazer os meus versinhos para alma alegrar...
Bom dia, Boa Tarde , Boa Noite...
Se aproxime, entre na roda, dance, cante e sonhe com a gente.
Obrigada por sua visita e não deixe de jogar seu versinho e fazer seu comentário...
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A Oficina de Sonhos e Bonecos
é uma iniciativa da arte-educadora, bonequeira, e contadora de histórias Flávia Pacheco, para realização de projetos que envolvam arte, cultura e educação. É um sonho que nasceu em 1996 em Vitória da Conquista-Ba . Desde então muitos bonecos ganharam vida, muitos sonhos foram realizados e ainda há muitos sendo sonhados...
Atender alunos de diferentes níveis de escolaridade presentes nas classes multisseriadas não é uma tarefa tão fácil. Pensando nisso, a Prefe...
"Vamos meu povo apoiar a LEI GRIÔ"
A NEGA DO ZOFIR
Uma pedra, esculpida pelo tempo é pintada pelo artista visionário Zofir Brasil no alto da Serra das Almas, portal da Chapada Diamantina, na Bahia. “Quanto tempo a pedra se fez vida antes de se tornar pintura e antes de se tornar gente?” E ela se tornou gente na pele da educadora Flávia Pacheco que representa esse personagem mítico em uma Griô, que conta histórias e encanta com sua graciosidade e mistério.
Flávia Pacheco
História de Vida
Foi em dezembro de 1975, no dia treze em Vitória da Conquista que nasci. Nessa mesma cidade comecei a trilhar os caminhos da educação e da arte. Em 1995 ingressei no curso de Letras da UESB, e logo me encantei com a poesia e com a literatura quando conheci o PROLER e descobri que era uma Contadora de Histórias e aí nasceu a Oficina de Sonhos e Bonecos, com cursos e oficinas para crianças e professores, sempre desafiando a criatividade. Em 2000 aceitei o desafio de trabalhar com crianças em situação de risco social e pessoal, como educadora de leitura no Programa Conquista Criança, participando de 120hs de capacitação oferecidas pelo Projeto AXÉ. Foi nesse período também que comecei a trabalhar com TEATRO DE FANTOCHES e LEITURA firmando uma parceria com o SESC/VC na Feira de Livros Infantis de 2001 a 2008 onde foram realizadas oficinas para crianças e professores e espetáculos de Teatro de Fantoches, nesse último ano com o tema “História e cultura afro-brasileira”. Com o SESC também, desenvolvi outros projetos como: Pequeno Leitor, Mentes Ilustres, É Tempo de Leitura, Teatro com a Terceira Idade, Portas Mágicas, dentre outros. Concretizei minha prática pedagógica no ensino fundamental menor no Colégio Paulo VI (Vit. da Conq.). Hoje moro em Rio de Contas com meu marido Marcos César, meus filhos Arthur e Bernardo e meus animais de estimação, atuo na Rede Estadual de Ensino como professora, concursada desde 2002, na área de Literatura e continuo com a Oficina de Sonhos e Bonecos, que ganhou dimensões de um projeto social que agrega minhas experiências com criança, arte e educação (veja mais aqui http://www.sonhosebonecos.blogspot.com/) realizando oficinas de arte, artesanato e identidade, capacitações para educadores, peças de teatro de bonecos, com a belíssima parceria da Associação Grãos de Luz e Griô, ONG de Lençóis que me formou como Griô Aprendiz e possibilitou a conquista do Prêmio Servidor Cidadão e a aprovação no edital Pontos de Cultura pela SECULT – BA. E continuo nessa caminhada, criando bonecos e tudo mais que se precisa para tecer SONHOS.
Rio de Contas fica na Chapada Diamantina, a 730 km de Salvador - BA, abrangendo comunidades com vários aspectos naturais e humanos como povoados remanescentes de Quilombos e comunidades isoladas descendentes de Portugueses e Italianos.