quinta-feira, 26 de maio de 2011

Projeto de Cinema Rio de Contas Imaginária


Estão abertas as inscrições até o dia 30, segunda-feira, para o Projeto Rio de Contas Imaginária. O projeto foi premiado no edital 2010 da Funarte: Prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura e a idéia é trabalhar a linguagem do vídeo para pensar a cidade, o lugar que habitamos, no caso, Rio de Contas.

O público vai desde os alunos do Colégio Estadual Carlos Souto  , até os moradores da cidade que estejam interessados. O projeto é composto de oficinas de história e linguagem de audiovisual, a representação das cidades na arte, e partes práticas onde os participantes experimentarão o uso de equipamentos, a produção, edição e projeção dos vídeos nas ruas da cidade.
O projeto já está sendo desenvolvido pela artista Gláucia Soares que tem experiência como cineasta há mais de 15 anos trabalhando em diversas funções além de ter ministrado uma série de oficinas na área. Formada em jornalismo cursou Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro e fez Pós-Graduação em Cinema na Universidade Federal do Ceará (UFC). Coordenou por dois anos a Escola de Audiovisual da Vila das Artes da Prefeitura de Fortaleza.

Gláucia já realizou palestras no Colégio Carlos Souto e  fala mais sobre o projeto:

A proposta do projeto RIO DE CONTAS IMAGINÁRIA é estimular um grupo de jovens a redescobrir a cidade de Rio de Contas e juntos desenvolvermos trabalhos artísticos em vídeo na cidade. A idéia é recriar poeticamente a relação entre indivíduo e cidade a partir da ocupação criativa dos espaços públicos. Despertar afetos, ativar tensões, olhar com atenção os detalhes de um lugar que parece tão comum. A intenção é formar um grupo para produzirmos juntos uma série de vídeos que serão projetados em espaços públicos de Rio de Contas.

O projeto parte de uma performance em audiovisual que eu desenvolvi em Fortaleza quando estava deixando a cidade que deu origem ao filme “cidade desterro”. Uma espécie de despedida filmada mas que me serviu também como forma de reencontro com a cidade que eu habitei por onze anos.

Da mesma forma a intenção é provocar no grupo o desejo de falar da sua cidade, o lugar que eles habitam, não só reproduzindo aquilo que eles apreenderam através da cultura oral, mas reelaborando esses conhecimentos através de outras formas de linguagem como o audiovisual. Pensar formas de representação e interação com a cidade.

Problematizar o espaço público a partir de um diálogo entre formas tradicionais e modernas. As possibilidades são muitas e o importante é que o grupo experimente a criação artística em diálogo com a cidade. O projeto é composto de oficinas teóricas e práticas de audiovisual e o objetivo final é a realização de trabalhos em vídeo que serão exibidos em espaços públicos da cidade.

OFICINA 

# História do Cinema: primórdios, construção da linguagem clássica, as vanguardas, sempre relacionados com o espaço e a cidade.

# Arte e Cidade: A representação das cidades através da arte. Ocupação da cidade. Como se colocar diante da cidade, se posicionar, criar artisticamente com, para e nela?

# Arte e audiovisual: o cinema expandido. O uso dos recursos audiovisuais na produção artística contemporânea. Experiências artísticas contemporâneas: instalações, ambientes imersivos, site especifics, performances audiovisuais, cinema ao vivo, intervenções urbanas,..

PRODUÇÃO AUDIOVISUAL 
# Pré-produção: Pesquisa e preparação dos projetos finais:

# Produção dos projetos finais: Captação das imagens, sons e edição dos vídeos # Edição e Finalização dos trabalhos

# Preparação, montagem e divulgação das exibições

# Exibições e exposições itinerantes


Informações: (77) 8112-4684.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cordel e Folhetim


Uma mistura fascinante do mundo e cenário do cordel em uma história de amor e fantasia, mergulhada na cultura nordestina cercada de cangaceiros e um conflito novo a cada capítulo, não dá pra enjoar da novela Cordel Encantado, esse folhetim que me atraiu  desde suas primeiras chamadas e me emociona a cada dia, estou ansiosa para ver o capítulo de hoje (a chegada da rainha Helena) assistam comigo a "novelinhaaaa"


domingo, 22 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Antes de Começar - Almada Negreiros

O Boneco com o meu bonequinho Bernanrdo
Este belíssimo texto escrito em 1958 pelo grande autor português Almada Negreiros contemporâneo de Fernando Pessoa me arrebatou na semana passada, não conhecia, mas Cia. de teatro Mary Marie de Vitória da Conquista, esteve aqui em Rio de Contas com um projeto de oficinas de teatro para professores e duas apresentações da montagem teatral que fizeram com este texto. participei das oficinas e foi muito gostoso, os atores da peça, Diogo Moura e Jeane Marie desenvolveram técnicas de interpretação maravilhosas, amei! Foi como se eu estivesse passando desapercebida, um pouco distante do teatro e fosse surpreendida por esse evento... Levei meus alunos do 3o. ano do vespertino para assistirem a peça, com um figurino adorável, e o texto mexeu muito comigo. É um diálogo entre um boneco e uma boneca, marionetes de um show desses mambembes, eles ganham vida quando não estão sendo observados pelo homem. É uma oportunidade para nós revermos nosso medos que nos impede de "nos mexer" de tomarmos atitudes em nossa vida que farão toda a diferença, que nos farão mais felizes, falou muito comigo, por vários aspectos, primeiro por ser um clássico da literatura, por ser um texto dramático e mais ainda por fazer parte do mundo dos bonecos, eles me fascinam.... me vi muito no trecho em que a boneca fala como foi feita, com pedaços de coisas que não servia mais para nada, e que sua dona, só se dedicava a feitura dela quando já não tinha mais nada para fazer, mas que aqueles momentos eram os mais felizes de seu dia! ai me vi nos dois papéis, no da Boneca e no da menina que fez a Boneca, o teatro faz isso comigo! Se quiser conhecer o texto, na íntegra, este texto clique no título do post, vale conferir!

beijokas bonecos!!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ainda esperamos por ela...

sábado, 14 de maio de 2011

ARTETERAPIA TRANSPESSOAL - adorável presente!


Hoje ganhei um adorável presente, este livro! Que fala de Arteterapia, como o próprio nome já diz... e mais importante por que veio de uma pessoa que admiro muito, que tem um super-peso no meu conceito, por sua integridade, equilíbrio e graciosidade, estou falando de Graça Salles rsrs (trocadilho proposital rsrs) autora da história Dandara e Kenderê . Já há alguns dias ela me ligou e me disse que tinha comprado um livro que era a minha cara, não queria ir em sua casa somente buscar o presente, por mais que estivesse curiosa para lê-lo, mas queria desfrutar da companhia de minha querida amiga e também de seu lindo jardim que agora está passando por uma reorganizada, lindo gente! A anfitriã me mostro cada cantinho novo! Sem falar que adoooro conversar com ela, e a gente conversa "pacas" kkkk enfim, foi um final de tarde maravilhoso, depois tomamos um café, muito bem cuidado com bolinho de milho e tudo rrs e também com uma agradável companhia de D. Virgínia, uma senhorinha amiga de Graça e , depois descobri, mãe de uma ex-aluna minha Meyrinha, hain hain, acho que em toda casa daqui de Rio de Contas tem um aluno ou ex -aluno meu hehe. me fez muito bem, e quando cheguei em casa fui logo lendo e o livro começa abordando a história da arte com uma linguagem bem gostosa, estou ávida por continuar a leitura, afinal de contas preciso retornar para mim mesma e uma leitura como essa já é um bom começo, muito obrigada Graça!!!

beijokassss

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Exposição F.I.C.C.A. 2010

pisando o barro para produção do super adobe

construção da parede de superadobe

bancos ecológicos
Aconteceu nos dias 25 e 26 de novembro no Colégio Estadual Carlos Souto em Rio de Contas, a III F.I.C.C.A - Feira Interdisciplinar de Ciência, Cultura e Arte que este ano abordou um tema muito rico "Meio Ambiente". A contrução de conceitos, concientização e sensibilização não se restrigui somente aos alunos, mas nos dias da exposição toda a comunidade riocontense que visitou os stands pode repensar seu modo de vida e se fazer a pergunta; o que posso fazer para melhorar nossa qualidade de vida e preservar o nosso planeta?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ministra da Cultura defende Lei Griô



Caminhada com as Griôs aprendizes Flávia Pacheco e Eniele Griô na comunidade da Iuna em Lençóis

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, defendeu hoje (15) a aprovação de uma lei que garanta a preservação da tradição oral brasileira. O assunto foi debatido durante o Encontro Nacional da Rede Ação Griô, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio. Os griôs são pessoas detentoras das histórias de um povo, repassadas oralmente através das gerações.


“Os griôs trazem tradição oral das suas raízes africanas e indígenas que mais influenciaram a cultura popular brasileira. Eles trouxeram por séculos essa tradição e esse conhecimento, passando de pai para filho, e isso tem que ser apoiado. Eles estão propondo uma lei e nós vamos ver como podemos trabalhar juntos”, disse a ministra.


A Lei Griô Nacional foi eleita como uma das 32 prioridades do Ministério da Cultura (MinC), durante a Conferência Nacional de Cultura, realizada em março de 2010. O objetivo é instituir uma política nacional de transmissão de saberes e fazeres de tradição oral.


A aprovação da Lei Griô também foi defendida pela secretária de Cidadania e Diversidade do MinC, Marta Porto. “A lei vai dar estabilidade para os movimentos culturais. No caso dos griôs, é de suma importância, porque a tradição oral não está escrita nem regulamentada, mas exige de nós uma atenção especial em fazer disso uma política de Estado.”


De acordo com a história, os griôs surgiram há 4 mil anos, na Região Sul do Saara africano. Eles eram contadores de histórias ou trovadores que iam de um lugar a outro levando informações registradas apenas na memória, sem qualquer uso da escrita. No Brasil, os griôs ainda existem, principalmente em municípios do interior, ajudando a preservar a cultura popular por meio da oralidade.



Edição: João Carlos Rodrigues

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

GISO - Grupo de Investigação Sonora

Flávia Pacheco e Flor Liberato

O Projeto GISO foi desenvolvido em Rio de Contas sob a coordenação de um casal muito querido Miguel e Flor, esse projeto premiado pelo edital de microprojetos culturais da Bahia visa a criação e reinvensão do som, movimento e plástica com jovens da cidade e eu tive o imenso prazer de participar de uma intervenção na feira livre de Rio de Contas onde o tema era o samba de roda, a apresentação foi surpresa e aconteceu em janeiro desse ano, prazer enorme queridos participar desse projeto tão especial.

e aí vai a música de despedida da apresentação:

Olha o sapo, está cantando na lagoa


Sua toada improvisada em dez pés (2x)

- Tião

- Oi!

- Fostes?

- Fui!

- Comprastes?

- Comprei!

- Pagaste?

- Paguei!

- Me diz quanto foi?

- Foi quinhentos réis

Mas como é bom morar lá na roça

Numa palhoça na beira do rio

A chuva cai e o sapo fica contente

Que até alegra a gente com seu desafio

segunda-feira, 28 de março de 2011

O Pássaro do Sol



O Grupo "A Roda Teatro de Bonecos" apresenta o espetáculo "O PÁSSARO DO SOL" indicação de Pati



Registro de cena do espetáculo O PÁSSARO DO SOL em Ibirataia (foto João Millet Meirelles)



A Lenda




Japuaçú, pássaro de 36cm originário da Amazônia

Uma das muitas variantes do mito indígena da descoberta do fogo conta que um jovem guerreiro foi transformado em pássaro para ir ao céu roubar as chamas do palácio do sol. Ao retornar vitorioso, porém, em meio às festas e celebrações pelo seu feito, desfazendo-se o encantamento verificou, cheio de mágoa, que o tição de fogo, que trouxera no bico, havia-lhe calcinado a face, tornando-a uma máscara disforme à cuja vista todos fugiam. Inconsolável, pediu ao pajé que novamente o encantasse. Compadecido, o feiticeiro fez-lhe a vontade, transformando-o no pássaro chamado Japu ou Japuaçu, com plumagem verde-amarelo-alaranjada, que lembra a cor das labaredas, e um bico cinzento com a extremidade vermelha, recordação de sua viagem ao palácio do sol, de onde trouxe o fogo para os homens que o desconheciam.





Myriam Fraga, em A Lenda do pássaro que roubou o fogo, livro/disco, lançado em 1983, pela Edições Macunaima, com gravuras de Calasans Neto e música de Carlos Pita.