Moro em Rio de Contas há 6 anos e não conhecia essa fantástica história de um médico que descobre que na verdade sempre foi educador MA-RA-VI-LHO-SO!!! Amei Estava visitando o blog Notícias de Rio de Contas e conheci e trouxe pra cá!
Abílio César Borges, Barão de Macaúbas
Pedagogo e médico brasileiro - (1824 - 1891)
Pedagogo e médico brasileiro nascido no município baiano de Rio de Contas, antigo Minas do Rio de Contas, um dos precursores do livro didático brasileiro. Formou-se em medicina no Rio de Janeiro, RJ, onde se doutorou (1847). De volta à Bahia, como diretor da instrução pública estadual, trocaria a carreira médica pela atividade de educador, e fundou em Salvador o Ateneu Barrense e o Ginásio Baiano (1858), em Salvador, responsável pela formação de grandes personalidades como Castro Alves (1847-1871) e Rui Barbosa (1849-1923).
Novamente mudando-se para o Rio de Janeiro, RJ (1871), onde ficou até sua morte, fundou o Colégio Abílio, retratado pelo escritor Raul Pompéia (1863-1895) em O Ateneu (1888), e dez anos depois outro, com o mesmo nome, na cidade mineira de Barbacena. Por suas contribuições na área educacional, recebeu o título de barão de Macaúbas (1881) por decreto imperial, concedido por D. Pedro II (1825-1891).
Revolucionou o ensino brasileiro, tornando-se uma das suas mais expressivas personalidades. Também ganhou fama por sua luta pela abolição dos castigos físicos nas suas escolas e fazendo-as modelo para instituições similares no restante do país. Expôs suas ideias pedagógicas no volume Lei nova do ensino infantil (1884). Foi professor de Luís Edmundo, Castro Alves, Raul Pompéia e Rui Barbosa, entre outros.
Assisti, essa semana, o filme da Disney "Alice no País das Maravilhas", fiquei encantada pelo figurino do filme, e a maquiagem então!!! Gostei muito pois, apesar de ser uma super produção percebi uma originalidade marcante no figurino, como trabalho com teatro amador com jovens, fiquei entusiasmada pois tive várias idéias para figurinos de espetáculos que vamos produzir, vi que não precisa de muita ciência nem muita grana, é tudo criatividade!!! E é muito bom ter a criatividade legitimada por algo que alcance tanta gente e principalmente tantos jovens e adolescentes, a própria interpretação dos atores é beeeem dramatúrgica e a história de uma garota medrosa que consegue vencer tantos perigos. O plano agora é levar a galerinha do teatro pra ssistir!!!
A maioria dos negros que vieram para o Brasil, na época da escravidão, eram de Angola. Vale a pena conhecer uma lenda de lá!
Rita Acioli (adaptação de lenda dos chagas, povo de Angola)
Conta-se que há muitos anos, na aldeia dos chagas, tudo era motivo de alegria. Havia muitas crianças e elas faziam a festa na aldeia.
Apenas uma moradora não conhecia a felicidade. Era uma viúva velha, triste e sem filhos, que só tinha um terreno onde cultivava frutas e legumes.
A vidinha da viúva era cuidar da plantação, principalmente das cabaças. Ninguém podia chegar perto delas. O pessoal da aldeia dizia que a velha cuidava das cabaças como se fossem os filhos e netos que não havia tido.
Certo dia, quando estava na plantação, a viúva recebeu um visitante estranho, que disse:
-Cuida bem das próximas quatro cabaças que retirar da terra, pois elas serão os quatro filhos que a senhora nunca teve!
Pensando ser mais uma brincadeira dos aldeões, a velha falou :
-Do que está falando? Como posso dar carinho e cantar canções de ninar para uma cabaça? Por acaso pensa que estou louca?
-Confie em mim! -disse o mensageiro, desaparecendo em seguida.
Meio zonza, a viúva atendeu ao pedido. Recolheu quatro cabaças. As três menores pendurou em casa e, a quarta, que era muito grande, deixou perto do fogo. No dia seguinte, foi ao mercado e deixou a casa sozinha. Como por encanto, as cabaças se transformaram em crianças, que começaram a correr pela casa, brincando na maior felicidade .
O irmão mais velho viu que a casa estava suja e desarrumada. Bem depressa todos começaram a faxina. Deixaram tudo arrumadinho, nos trinques. Assim que terminaram, o irmão mais velho tratou de colocar os mais novos pendurados no alto da casa e se ajeitou ao lado do fogo, voltando a ser cabaça.
Quando a velha voltou viu que algo ,estava diferente. Ficou sem entender. Uma de suas vizinhas, curiosa, perguntou quem eram aquelas crianças que brincavam e trabalhavam em sua casa. A viúva arregalou os olhos e lembrou do mensageiro.
Certo dia, fingindo que ia sair, a velha retornou logo em seguida e viu as crianças.
Ao vê-Ia, elas se assustaram e correram para se pendurar na casa. Antes disso acontecer, a velha disse:
-Esperem! Não se transformem em cabaças. Sejam meus filhos e não meus empregados. Deixem-me amar e cuidar de vocês como se fossem meus filhos!
As crianças, à partir daquele momento, não se transformaram mais em cabaças.
Animadas com tanto carinho, brincavam e trabalhavam felizes ao lado da viúva. Um dia, ela, carregando uma enorme panela cheia de comida, tropeçou no filho mais velho. A panela espatifou-se no chão.
-Quantas vezes eu já disse para não ficar aí, como um vegetal inútil que sempre foi? Não sei porque fico cozinhando para um bando de vegetais como você e seus irmãos! -disse a viúva.
Mal acabou de falar, puf!, as crianças se transformaram em cabaças.
-Voltem, meus filhos, me desculpem! -disse a velha, desesperada.
Eles nunca mais voltaram. Durante muito tempo, quem passasse perto da casa da velha ouvia seu choro e as súplicas inúteis pela volta dos filhos. Dizem que ela viveu o resto de seus dias abraçada às cabaças, infeliz e sozinha.
Foi profundamente lindo a formação do Brasil Alfabetizado em Mucugê, e devo essa beleza ao povo daquele lugar, a receptividade dos alfabetizadores foi excepcional. Cidade acolhedora, comida deliciosa e a companhia de Valéria e Máira foi muito divertida.
Quero destacar a atividade de encerramento da minha oficina quando pedi, que em dupla, os alfabetizadores criassem versinhos para "jogar" com a música gabiraba, e foi assim um verdadeiro presente, pois eles demonstraram tudo que tinham compreendida naquele dia de trabalho e também todo carinho que tiveram por mim nessas poucas horas de convívio, só tenho a agradecer a eles e a Deus por essa oportunidade tão rica.
Jânio Quadros, Condeúba, Piripá, Tremedal e Mirante Ufa! Quando Márcio Caires na pele do Velho Griô disse que ser Griô é caminhar “entre aldeias distantes “ e a Nega do Zofir tomou para si essa palavras ela não imaginava o quão distante seria, mas mesmo assim foi, ou melhor fomos, mais uma vez na caminhada rumo a formação de alfabetizadores e alfabetizadoras de jovens e adultos com a caravana da M.A. Consultoria com o Programa Brasil Alfabetizado. Como todas as cidades são próximas a Vitória da Conquista, segui para lá com meus filhos Arthur e Bernardo, e deixei maridão em Rio de Contas. De Conquista segui de ônibus para Jânio Quadros, uma aventura! Quando cheguei desci do ônibus em frente a um pequeno circo montado na cidade, e da secretaria de educação segui para o Hotel de Dona Dalva onde encontrei parte da equipe que já estava lá e a noite fomos para a solenidade de abertura do PBA com as presenças ilustres da cidade, fomos muito bem recepcionados , tudo muito organizado pela equipe gestora e um secretário de educação muito atuante que participou o tempo todo da formação, mas o melhor ainda estava por vir, o encontro com os alfabetizadores, digo o melhor pois foi um momento belíssimo ver uma equipe tão comprometida e já com uma visão ampla do processo de alfabetização. Daí eu ter me emocionado com as falas dos alfabetizadores vi que valeu a pena toda aquela jornada. No Domingo seguimos para Tremedal, onde aconteceria a próxima formação, e como diz Clarice Lispector “perder-se também é caminho” erramos o caminho de estrada de chão e fomos parar em Condeúba uma cidade bem acolhedora que eu ainda não conhecia, me encantei com alguns prédios antigos que vi por lá, e me lembrei de Rio de Contas, almoçamos por lá e seguimos passando por Piripá e chegando em Tremedal conheci Seu Negão de Marieta, um Griõ fantástico dono de uma venda que tem de tudo, que me deu ama aula de pandeiro e uma colher de pau e eu lhe retribuí com um DVD sobre a vida de Waldick Soriano, saí de lá já com algumas idéias de como seria a vivência do dia seguinte...
(Jânio Quadros)
“Tremedal e Barriguda
Lagoa do boi e Boa Sorte
Cada vaqueiro daqui
É homem valente e forte”
E foi com versinhos de Gustavo Lima, morador de Tremedal, que a roda foi aberta fazendo referência a Seu Negão da Marieta e sua venda.
De tremedal segui para Conquista e de lá para Mirante, que fica a 2 horas de Poções em estrada de chão, lá fiquei 2 dias e estava perto de voltar para casa feliz por ter dado minha contribuição para mudança da história de tanta gente e por ter conhecido tantas vidas e muitas culturas.
A caminhada agora com o Brasil Alfabetizado foi em Abaíra, e foi um aprendizado e tento para mim. Levei a Pedagogia Griô com uma vivência com a Nega do Zofir e a mesma programação que fiz em Rio de Contas, claro que me adaptando a realidade que encontrei lá. E aproveito para agradecer mais uma vem a essa pedagogia criada pela educadora Líllian Pacheco a qual referencie mais uma vez nesse meu trabalho e que tem me possibilitado tanto aprendizado e experiências
.E assim começa a história. No final doséculo XIX, o cidadão José Joaquim de Azevedo, morador do Curralinho, recebeu deherança uma fazenda, onde passou a residir. Tal fazenda era chamada “Capoeira de Cana”, devido à grande quantidade de canaali existente. José Joaquim de Azevedo estava vendo a necessidade daqueles que o procuravam, achou-se na obrigação de abrir um comércio de gêneros alimentícios para atender os mineradores que se deslocavam do Bom Jesus do Rio de Contas paraMucugê e também o pessoal dos arredores. Com o passar do tempo tornou-se um hábito aos domingos as pessoas procurarem a “Venda” para tomar uma boa cachaça que ali era fabricada. Foi por isso que José Joaquim de Azevedo recebeu o cognome de “Zé da Venda”.Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Essa história também fala de AMOR, a palavra que mais foi lembrada na roda de encontro dialógico em Abaíra, , a História do amor de Zé da Venda por Ana Vitória, que por coincidência é o nome de minha tataravó que contei lá na vivência com a Nega do Zofir, Zé da venda gostava de Ana Vitória, que se casou com outro rapaz, e ele também se casou com outra moça, mas depois os dois ficaram viúvos e finalmente foi concretizado essa amor. Lá também encontrei com uma cordenadora do Brasil Alfabetizado com o nome de Ana Vitória.
Em 9 de agosto de 1916 o distrito de Tabocas teve seu nome mudado afinal para Abaíra por Antônio ribeiro de Novais. Esse nome foi tirado de uma obra do romancista Lindolfo Rocha dos termos do tupi-guarani que havia neste livro: Aba: Abundância + Íra: Mel = Abaíra: Abundância de Mel.
GENTE, QUE COISA LINDA ESSA HISTÓRIA!!!!! Estou realmente encantada!!!
Aconteceu hoje a minha participação na formação do Brasil Alfabetizado com os coordenadores e alfabetizadores de Rio de Contas, foi muito gratificante, uma preparação de quase duas semanas para esta oficina, segue a programação. Amanhã o grupo fica com Gil e trabalhará Matemática. Agradeço a M.A. CONSULTORIA pela confiança! agradeço de coração a todos e todas que passaram esse domingo tão produtivo e desejo todo sucesso nessa caminhada!
Abraços Flávia.
“outros passaram a me ver de maneira diferente, mas eu aprendi a me ver de uma nova maneira” Biu do Coco
Temas:
·Escrita e Tradição oral
·Diversidade Cultural e Lingüística
Mediadora:
Flávia Pacheco: Especialista em História e Cultura Afro - Brasileira, licenciada em Letras vernáculas pela UESB, professora da Rede Estadual de Ensino (Ba), Arte – educadora, Griô aprendiz, Bonequeira, artesã, coordenadora do projeto Oficina de Sonhos e Bonecos.
Programação:
PRIMEIRO MOMENTO
·Roda de abertura com a Nega do Zofir;
·DVD “O Mito do Diamante”;
·Encontros dialógicos sobre DVD com os temas: identidade e tradição oral;
·Apresentação do slide “África Eterna”;
·Apresentação dos conteúdos em SLIDES com o tema Escrita e Tradição oral;
·
SEGUNDO MOMENTO
·Roda de re-encontro com a música “Língua” de Caetano Veloso
·Apresentação dos conteúdos em SLIDES com o tema: Diversidade Cultural e Lingüística;
·Questionamento: “Minha pátria é minha língua?”
·Exibição de um trecho do filme “Língua Portuguesa”;
·Roda de discussão sobre o filme;
·Rodas Concêntricas de diálogo coletivo com base nos contos:
§Bons Dias - Machado de Assis
§Pai Contra Mãe – Machado de Assis
§Cante lá que eu canto cá – Patativa do Assaré
§A terceira margem do rio
·Roda de despedida com o frevo "Despedida" do CD de Antônio Nóbrega
Ai, ai, ai, ai, meu destino é meu cantar / Vou fazer os meus versinhos para alma alegrar...
Bom dia, Boa Tarde , Boa Noite...
Se aproxime, entre na roda, dance, cante e sonhe com a gente.
Obrigada por sua visita e não deixe de jogar seu versinho e fazer seu comentário...
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A Oficina de Sonhos e Bonecos
é uma iniciativa da arte-educadora, bonequeira, e contadora de histórias Flávia Pacheco, para realização de projetos que envolvam arte, cultura e educação. É um sonho que nasceu em 1996 em Vitória da Conquista-Ba . Desde então muitos bonecos ganharam vida, muitos sonhos foram realizados e ainda há muitos sendo sonhados...
Atender alunos de diferentes níveis de escolaridade presentes nas classes multisseriadas não é uma tarefa tão fácil. Pensando nisso, a Prefe...
"Vamos meu povo apoiar a LEI GRIÔ"
A NEGA DO ZOFIR
Uma pedra, esculpida pelo tempo é pintada pelo artista visionário Zofir Brasil no alto da Serra das Almas, portal da Chapada Diamantina, na Bahia. “Quanto tempo a pedra se fez vida antes de se tornar pintura e antes de se tornar gente?” E ela se tornou gente na pele da educadora Flávia Pacheco que representa esse personagem mítico em uma Griô, que conta histórias e encanta com sua graciosidade e mistério.
Flávia Pacheco
História de Vida
Foi em dezembro de 1975, no dia treze em Vitória da Conquista que nasci. Nessa mesma cidade comecei a trilhar os caminhos da educação e da arte. Em 1995 ingressei no curso de Letras da UESB, e logo me encantei com a poesia e com a literatura quando conheci o PROLER e descobri que era uma Contadora de Histórias e aí nasceu a Oficina de Sonhos e Bonecos, com cursos e oficinas para crianças e professores, sempre desafiando a criatividade. Em 2000 aceitei o desafio de trabalhar com crianças em situação de risco social e pessoal, como educadora de leitura no Programa Conquista Criança, participando de 120hs de capacitação oferecidas pelo Projeto AXÉ. Foi nesse período também que comecei a trabalhar com TEATRO DE FANTOCHES e LEITURA firmando uma parceria com o SESC/VC na Feira de Livros Infantis de 2001 a 2008 onde foram realizadas oficinas para crianças e professores e espetáculos de Teatro de Fantoches, nesse último ano com o tema “História e cultura afro-brasileira”. Com o SESC também, desenvolvi outros projetos como: Pequeno Leitor, Mentes Ilustres, É Tempo de Leitura, Teatro com a Terceira Idade, Portas Mágicas, dentre outros. Concretizei minha prática pedagógica no ensino fundamental menor no Colégio Paulo VI (Vit. da Conq.). Hoje moro em Rio de Contas com meu marido Marcos César, meus filhos Arthur e Bernardo e meus animais de estimação, atuo na Rede Estadual de Ensino como professora, concursada desde 2002, na área de Literatura e continuo com a Oficina de Sonhos e Bonecos, que ganhou dimensões de um projeto social que agrega minhas experiências com criança, arte e educação (veja mais aqui http://www.sonhosebonecos.blogspot.com/) realizando oficinas de arte, artesanato e identidade, capacitações para educadores, peças de teatro de bonecos, com a belíssima parceria da Associação Grãos de Luz e Griô, ONG de Lençóis que me formou como Griô Aprendiz e possibilitou a conquista do Prêmio Servidor Cidadão e a aprovação no edital Pontos de Cultura pela SECULT – BA. E continuo nessa caminhada, criando bonecos e tudo mais que se precisa para tecer SONHOS.
Rio de Contas fica na Chapada Diamantina, a 730 km de Salvador - BA, abrangendo comunidades com vários aspectos naturais e humanos como povoados remanescentes de Quilombos e comunidades isoladas descendentes de Portugueses e Italianos.