terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ABAÍRA




A caminhada agora com o Brasil Alfabetizado foi em Abaíra, e foi um aprendizado e tento para mim. Levei a Pedagogia Griô com uma vivência com a Nega do Zofir e a mesma programação que fiz em Rio de Contas, claro que me adaptando a realidade que encontrei lá. E aproveito para agradecer mais uma vem a essa pedagogia criada pela educadora Líllian Pacheco a qual referencie mais uma vez nesse meu trabalho e  que tem me possibilitado tanto aprendizado e experiências  


.E assim começa a história. No final doséculo XIX, o cidadão José Joaquim de Azevedo, morador do Curralinho, recebeu deherança uma fazenda, onde passou a residir. Tal fazenda era chamada “Capoeira de Cana”, devido à grande quantidade de canaali existente. José Joaquim de Azevedo estava vendo a necessidade daqueles que o procuravam, achou-se na obrigação de abrir um comércio de gêneros alimentícios para atender os mineradores que se deslocavam do Bom Jesus do Rio de Contas paraMucugê e também o pessoal dos arredores. Com o passar do tempo tornou-se um hábito aos domingos as pessoas procurarem a “Venda” para tomar uma boa cachaça que ali era fabricada. Foi por isso que José Joaquim de Azevedo recebeu o cognome de “Zé da Venda”. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Essa história também fala de AMOR, a palavra que mais foi lembrada na roda de encontro dialógico em Abaíra, , a História do amor de Zé da Venda por Ana Vitória, que por coincidência é o nome de minha tataravó que contei lá na vivência com a Nega do Zofir, Zé da venda gostava de Ana Vitória, que se casou com outro rapaz, e ele também se casou com outra moça, mas depois os dois ficaram viúvos e finalmente foi concretizado essa amor. Lá também encontrei com uma cordenadora do Brasil Alfabetizado com o nome de Ana Vitória.


Em 9 de agosto de 1916 o distrito de Tabocas teve seu nome mudado afinal para Abaíra por Antônio ribeiro de Novais. Esse nome foi tirado de uma obra do romancista Lindolfo Rocha dos termos do tupi-guarani que havia neste livro: Aba: Abundância + Íra: Mel = Abaíra: Abundância de Mel. 


GENTE, QUE COISA LINDA ESSA HISTÓRIA!!!!! Estou realmente encantada!!!





domingo, 10 de janeiro de 2010

Brasil Alfabetizado 2010


Aconteceu hoje a minha participação na formação do Brasil Alfabetizado com os coordenadores e alfabetizadores de Rio de Contas, foi muito gratificante, uma preparação de quase duas semanas para esta oficina, segue a programação. Amanhã o grupo fica com Gil e trabalhará Matemática. Agradeço a M.A. CONSULTORIA pela confiança! agradeço de coração a todos e todas que passaram esse domingo tão produtivo e desejo todo sucesso nessa caminhada!
Abraços Flávia.


“outros passaram a me ver de maneira diferente, mas eu aprendi a me ver de uma nova maneira” Biu do Coco

Temas:  
·         Escrita e Tradição oral
·         Diversidade Cultural e Lingüística


Mediadora:

Flávia Pacheco: Especialista em História e Cultura Afro - Brasileira, licenciada em Letras vernáculas pela UESB, professora da Rede Estadual de Ensino (Ba), Arte – educadora, Griô aprendiz, Bonequeira, artesã, coordenadora do projeto Oficina de Sonhos e Bonecos.

Programação:
PRIMEIRO MOMENTO
·         Roda de abertura com a Nega do Zofir;
·         DVD “O Mito do Diamante”;
·         Encontros dialógicos sobre DVD com os temas: identidade e tradição oral;
·         Apresentação do slide “África Eterna”;
·         Apresentação dos conteúdos em SLIDES com o tema Escrita e Tradição oral;
·          
SEGUNDO MOMENTO
·         Roda de re-encontro com a música “Língua” de Caetano Veloso
·         Apresentação dos conteúdos em SLIDES com o tema: Diversidade Cultural e Lingüística;
·         Questionamento: “Minha pátria é minha língua?”
·         Exibição de um trecho do filme “Língua Portuguesa”;
·         Roda de discussão sobre o filme;
·         Rodas Concêntricas de diálogo coletivo com base nos contos:
§  Bons Dias - Machado de Assis
§  Pai Contra Mãe – Machado de Assis
§  Cante lá que eu canto cá – Patativa do Assaré
§  A terceira margem do rio


·         Roda de despedida com o frevo "Despedida" do CD de Antônio Nóbrega 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FELIZ 2010


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Uma Vida Prolongada



Este é o segundo livro escrito por meu tio-avô Alcides do Prado Nogueira , irmão de minha avó paterna Almerinda do Prado Nogueira de 98 anos, que conta um pouco da história da nossa família.



Minha vò sempre me conta muitas histórias, com sua memória infalível, relata muitos fatos importantes de sua vida outro acontecimentos corriqueiros, e não menos importantes. Minha intenção é registrar algumas dessa histórias aqui, quem sabe um dia não se torna um livro também? Seria maravilhoso para a comemoração dos 100 anos dessa "veinha " que tanto amooo, sem falar que a vida de minha avó "dá um romance" rsrsr








Gente, essa foto é clássica, linda, olha minha vozinha ali!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Projeto Anos 60



Nesse finalzinho de ano o assunto com o 3º ano foi o Modernismo após a geração de 45 e nos deparamos com essa época tão rica para a juventude que foi os "Anos Dourados" Essa Década tão cheia de afirmações para a juventude e que resultou no movimento hippe e em tantas outras tendências que revolucionaram a política a arte o mundo. Os alunos dos 3ºs anos B e C produziram painéis com os temas: Juventude, Ritmos, Arte e Literatura, Política e Economia, tudo relacionado com a década de 60. E nada melhor que uma festa para culminar esse projeto, dividi as turmas em: Ornamentação, Comidas e Música para organizar a festa, e é claro que todo mundo saiu pesquisando sobre a moda da época, todos queriam estar a caráter na festa, e foi um SHOWWWW!!! Nos divertimos e aprendemos muito sobre essa época tão marcante. Olha a felicidade da galera!!!!!

Queridos alunos vocês arrasaram!!! PARABÉNS!!!   



domingo, 13 de dezembro de 2009

Artes Visuais Estudantis

Aluno do 1º ano do COLÉGIO ESTADUAL CARLOS SOUTO selecionado entre os 3 melhores do projeto AVE na Mostra de Artes Regional.




Rodrigo Pirani, de Rio de Contas (meu aluno)

O trabalho pintado em nanquim, com o título em inglês The Last Tree (“A Ultima Árvore”), de autoria do estudante Victor Hugo Amorim, do Colégio Estadual João Vilas Boas, de Livramento de Nossa Senhora, Bahia, foi classificado em 1º lugar na 2ª Mostra de Artes Visuais, na etapa regional de Brumado (19ª Diretoria Regional da Educação), promovida pela Secretaria Estadual da Educação. Com esse resultado, Vitor Hugo está habilitado a participar da etapa final, em Salvador, concorrendo com os vencedores das demais regiões. Em 2º lugar, na região, ficou Jean Andrade Silva, de Barra da Estiva, com trabalho esculpido em madeira, intitulado “Serenata”. No 3º lugar, classificou-se Rodrigo Pirani, de Rio de Contas, com a tela “In Pressão”. (texto do Mandacarú da serra)

"In Pressão" meu querido que coisa maravilhosa!!! Fantástico seu trabalho, voc~e é um artista nato! PARABÉNS!!!


Vejam os outros vencedores:



Jean Silva, de Barra da Estiva


Victor Hugor: Livramento

domingo, 6 de dezembro de 2009

Manual da Professora

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Aprovação no edital BOLSA AGENTE ESCOLA VIVA!!!


O projeto GRIÔ JOVEM: CONTANDO A NOSSA HISTÓRIA! que escrevemos para O EDITAL BOLSA AGENTE ESCOLA VIVA foi aprovado!!!!

Fiquei muito feliz em unir meu trabalho com teatro e como professora com esse projeto que contempla a escola que dou aula, ainda mais trabalhar com jovens como Assinho, Micaele e Tininha os nossos estudantes bolsistas, PARABÉNS MENINOS!!! Agora temos muito trabalho! VIVA NÓSSSS!!!!

Olha aí nossos objetivos!

Objetivos Gerais:

  • Estimular o protagonismo juvenil, despertando o reconhecimento da importância da integração entre a escola e a cultura com a participação ativa da comunidade do campo e da cidade, integrando os saberes da tradição oral e das manifestações culturais locais

Objetivos Específicos:

  1. Realizar oficinas de expressão corporal, figurino, maquiagem, cenografia, produção de material áudio-visual, produção de textos teatrais e músicas com alunos do Colégio Estadual Carlos Souto;
  2. Registrar com vídeos, fotos e relatórios todo o processo de execução do projeto;
  3. Integrar cerca de 40 professores de várias disciplinas no processo de construção da aula- espetáculo por meio de cursos e capacitações;
  4. Produzir uma Aula-espetáculo com o grupo teatral “Loucos por Arteatro”, e demais alunos da Unidade Escolar parceira, com a participação de grupos culturais locais falando sobre pessoas com histórico de protagonismo juvenil;
  5. Caminhar em 10 escolas de 5ª a 8ª e ensino médio da sede e distritos de Rio de Contas (Marcolino Moura, Arapiranga e Mato Grosso) e cidades vizinhas (Livramento, Dom Basílio, Jussiape, Lençóis (sede da Associação Grãos de Luz e Griô ), com a aula espetáculo produzidas inteiramente pelos alunos alcançando cerca de 5.000 (cinco mil pessoas);

Contraponto





..boas práticas na escola rendem imediato alto astral entre alunos, professores e funcionários e o que é bom tem que ser dito.
É o caso da II Feira de Ciências, Arte e Cultura no Colégio Estadual Carlos Souto, em Rio de Contas.
Parabéns à direção, aos alunos, professores e funcionários, que numa sinergia muito boa, deram uma demonstração do que pode ser o entusiasmo pelo conhecimento.
Nada como um trabalho em equipe.
Uma feira de Ciências vale mais do que mil discursos sobre educação.
Viva Rio de Contas!



Abraço a todos

Do blog de Ricardo Stumpf http://ricardostumpf.blogspot.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Claudina... D. Coló


"Quando eu era pequena dormia em uma cama de vara coberta com folha de bananeira, eram seis forquilhas , e tinha um travesseiro de folha de bananeira e tinha noite que a gente acordava e chamava _ mamãe tem uns bichinhos querendo entrar no ouvido_ mamãe vinha e esfregava assim o travesseiro e espantava os bichinhos e a gente dormia de novo. Pra alumia tinha os candeeiros de barro que a gente fazia o pavio de algodão que a gente colhia e enrolava assim e ia fazer o óleo da mamona pra colocar dentro. E assim agente tudo vivia e era feliz" (relato feitopor D. Coló no Encontro pelas Águas em uma de nossas conversas)


A relação entre um Griô aprendiz e um mestre é algo natural, que acontece de forma natural, as afinidades se encontram e assim se dá a transmissão de saber.

Flávia Griô