terça-feira, 28 de abril de 2009

Na Revista Bahia de Todos os Cantos...




Apresentar a diversidade cultural da Bahia através dos seus 26 Territórios de Identidade, com enfoque no desenvolvimento social, cultural, econômico e ambiental. Esse é o objetivo da revista Bahia de Todos os Cantos, publicação do Governo do Estado, através das secretarias de Planejamento e de Cultura e da Empresa Gráfica da Bahia e será distribuída gratuitamente nos órgãos assinantes do Diário Oficial, além de bibliotecas, centros culturais, universidades e escolas públicas.

domingo, 26 de abril de 2009

PaRaBénSsSsSss Formandos!!!



Um dos trabalhos desenvolvidos na penultima disciplina do curso LIBRAS.


Já se passaram três anos e estou formando uma turma de Letras como tutora da FTC-EaD! Ééééé... não sabiam? Rsrsrsrs Não lembro se já falei aqui no blog que acompanho uma turma de 25 graduandos em Letras. Estudantes de primeira que, na sua maioria, professores da rede municipal de Rio de Contas que moram na zona rural do município e que enfrentam , não só a distância, mas também uma série de outros obstáculos que estão sendo vencidos com a conclusão do curso, e outros que ainda continuarão na peleja até a vitória!

Queridos, queridosss... vou sentir saudadessss!!!

Flávia

sábado, 11 de abril de 2009

A História de Aqualtune...



O desenhista é Marcos César, meu marido, e o texto foi extraído da apostila do II Encontro de Capacitação na Pedagogia Griô, ministrado por Líllian Pacheco. (clique no texto para ampliar)



segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PrEsEnTeSssSsSSss!!!

cOleÇãO...




ESSAS SÃO AS TIARAS QUE FAZEM A MINHA CABEÇA...

ARTEZANATO LINDO: BORDADO, CRIVO RÚSTICO, APLICAÇÃO... a MAIORIA FEITOS NO QUILOMBO DA BARRA AQUI EM RIO DE CONTAS!

Tem mais ...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

PROJETO TAMAR ***



Fui nessas férias tomar um bainho de mar, que ninguém é de ferro rsrsr... e fiquei encantada com o PROJETO TAMAR, que cuidas das tartarugas marinhas da praia do forte, pertinho de Salvador. As tartarugas são muito lindas, além de misteriosas e cativates, me encantei com essa aí da foto, clicada por mim, ela é muito simpática, junto com ela tinha mais duas dessa espécie, muito brincalhonas!!!

Mas não foi só o charme dessas belezinhas que me encantaram, toda a atmosfera do TAMAR me fascinou, eu que estou vivendo esse turbilhão de mudanças nesses meses, tive vontade até de ser bióloga pra ficar bem perto dessas fofurassss!!! mas se quisesse trabalhar lá nem precisaria mudar de profissão, imaginem que lá tem um espaço de teatro de fantoches, quem já esteve por lá foi uma querida amiga da ONG Pé de Arte de São Gonçalo, a bonequeira Lívia Castro, ela já tinha me falado desse trabalho, mas ver pessoalmente é muito mais emocionante, amei!!!

Grande abraço!

Flávia

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PUXADA DE REDE

LANÇAMENTO DO LIVRO "GARIMPO DE IMAGENS"

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A História de Dandara e Kenderê



(Maria das Graças Sales)

Conta-se que há mais de duzentos anos atrás, vivia num reino à beira-mar, lá na África distante, uma jovem e linda princesa chamada DANDARA.
Ela vivia feliz com seus pais e irmãos, até que um dia chegaram na aldeia uns homens maus que a raptaram e a venderam para um mercador de escravos.
Dandara ficou muito triste por ter se separado de sua família, de sua gente, da terra-natal, que ela tanto amava. Por isso, ela chorou noite e dia, pedindo coragem aos deuses e rogando para que não a abandonassem.
Dias depois, ela foi levada para um navio enorme, onde já se podia ver muitas outras mulheres e homens, alguns de tribos diferentes da sua, que também estavam vivendo o mesmo drama que ela. Foi então que Dandara entendeu que, como os outros, estava para fazer uma viagem. Para onde ninguém sabia.
A viagem foi penosa e durou longos dias. Não havia conforto algum; as pessoas ficavam amontoadas no porão escuro do navio. A comida era pouca e ruim. Muitos deles adoeciam e acabavam morrendo.
No meio de tanta dor, havia solidariedade entre aqueles pobres seres que, às vezes, sem falar a mesma língua (sim, porque eram de tribos diferentes), confortavam-se uns aos outros com um olhar, um gesto, um sorriso...Assim, a esperança de que aquela situação mudasse estava sempre presente.
Aliás, foi um sorriso muito especial que chamou a atenção de Dandara. Tratava-se de um belo jovem chamado Kenderê. Além de forte e altivo, ele demonstrava ser solidário, porque sempre estava ajudando os companheiros. Num certo instante, como que por mágica, os olhares de Kenderê e Dandara se cruzaram e, daí em diante, passaram a estar sempre juntos. Onde um estava, lá também estava o outro.
Não se tinha noção de quanto tempo exatamente havia passado desde que o navio havia deixado o porto.
Certo dia, uma forte tempestade agitou o mar, levantando ondas gigantes! O navio balançava muito.
De repente, ouviu-se um estrondo! O navio havia se chocado com uma grande pedra e começava a entrar água no porão, onde estavam os prisioneiros.
A batida abriu um rombo enorme no casco do navio e daí eles começaram a sair de lá nadando!
Era noite e, assim, os marinheiros e mercadores de escravos nada puderam fazer para impedir a fuga!
Alguns daqueles filhos da África, enfraquecidos durante a viagem, tinham grande dificuldade, mas com a ajuda dos que estavam em melhores condições físicas, conseguiram flutuar agarrados nos pedaços de madeira que se desprenderam do casco e até mesmo em barricas vazias de vinho que, naquela confusão, vieram parar na água.
Depois de muito esforço, e com a proteção do manto negro da noite, muitos deles conseguiram chegar à terra firme. Todos estavam muito cansados, mas felizes! Afinal, haviam sobrevivido! Estavam vivos! Entre eles, estavam Dandara e Kenderê.
Quando o sol veio beijar a praia, eles puderam perceber que haviam chegado num lugar muito bonito, cheio de árvores, e que havia um rio cristalino desaguando por ali.
Temerosos de que aqueles homens maus pudessem encontrá-los de novo, resolveram adentrar a floresta, sempre seguindo uma margem do rio. No meio da mata, com certeza estariam mais protegidos. E assim foram seguindo, dias e dias, alimentando-se com o que a Natureza generosamente lhes oferecia, e descansando à noite. Os obstáculos iam sendo vencidos, ajudando-se uns aos outros. Isto ia estreitando os laços de amizade entre eles, pois tinham que se manter unidos para se manter fortes. Afinal, estavam em terras estranhas, desconhecidas. O perigo rondava o tempo todo. Era preciso estarem atentos para não serem surpreendidos.
Depois de muito caminharem, eles chegaram a um lugar no alto de uma montanha, que parecia seguro. O ar era puro e havia águas límpidas, árvores variadas, lindas orquídeas, pássaros coloridos, bichos de muitos tipos.
Kenderê que, naturalmente, havia se tornado o líder do grupo disse:
“Meus amigos, já faz muitos dias que estamos caminhando. Estou certo de que chegamos num lugar onde, finalmente, poderemos ficar. Temos, aqui, água e comida em abundância. Não podemos, infelizmente, voltar à terra-natal e isso nos deixa triste, mas podemos tentar ser felizes aqui e fazer deste lugar o nosso lar. O que vocês acham?
O grupo inteiro concordou e todos se abraçaram com emoção.
Assim, aquelas pessoas haviam, depois de tanto sofrimento, encontrado um lugar para ser seu lar.
Dandara e Kenderê se casaram, numa linda cerimônia, e tiveram muitos filhos, todos saudáveis e felizes, e continuaram juntos, mais unidos que nunca.
É claro que, de vez em quando, vinha uma saudade danada da Mãe África, onde ficaram a família e os amigos. Então, eles se sentavam de noite, em volta da fogueira, para lembrar e relembrar conversando, cantando e dançando os costumes e as histórias dos povos do outro lado do oceano.
Dizem que aquele navio naufragou na costa da Bahia, perto de Itacaré, e que o rio que eles seguiram é chamado, hoje, de Rio de Contas.
Será verdade ou lenda? Até hoje ninguém sabe ao certo...




Quem gostou, bate palmas.
Entrou pela orelha do pinto, saiu pela boca do pato. Quem quiser que conte quatro!
Essa, eu contei de memória. Quem quiser, pode contar outra história.
Falei, falei, falei e acabei ficando rouca.Agora, quem quiser que conte outra!
Entrou na cabeça de Pedro, saiu pela boca de Jacinto. Agora, quem quiser que conte cinco!